A utilização dos recursos tecnológicos oferecidos pela informática ganhou um novo espaço na Escola Municipal Pejuçara. A partir deste semestre o laboratório desceu do segundo piso do bloco escolar para o primeiro, atendendo as exigências de acessibilidade para cadeirantes e crianças das séries iniciais, entre outras facilidades de utilização. Como a irradiação da linha de dados wireless (internet sem fio) e o ambiente climatizado.
De acordo com o tecnólogo em informática Roberto Fagundes, o laboratório teve a sua área física ampliada mas a mudança mais importante foi a melhoria na rede lógica e física de computadores. Ou seja, a distribuição dos micros passou a ser em uma bancada de forma linear, um do lado do outro, circulando pela sala, e com todas as suas conexões de cabeamento estruturado canalizadas pela parede até um hack central de comando.
Esta nova distribuição das máquinas veio substituir a grade anterior, onde cada micro ocupava uma classe, uma carteira escolar, com a fiação elétrica e demais cabos de conexão distribuídos pelo chão da sala. Este modelo antigo de organização dos micros vinha apresentando alguns problemas devido aos constantes desligamentos, provocados pelo pisão ou batida acidental nas tomadas.
As instalações passaram a oferecer mais segurança para os usuários e a evitar pane nos micros, justifica o TI Roberto Fagundes. Além disso, junto com a mudança de local o laboratório duplicou a velocidade do link de conexão banda larga ADSL passando de 512 Kbps para 1MB. O ambiente virtual também foi expandido com a instalação de um equipamento para internet sem fio (wireless), para que os alunos e professores possam acessar a rede através de notebooks em qualquer lugar da escola.
Processo de Aprendizagem
Estas medidas se completam no objetivo de tornar a escola um local mais atrativo exatamente pela melhoria na qualidade do ensino. Conforme a professora laboratorista Juliana Tolfo, licenciada em História e pós-graduada em educação interdisciplinar/Informática na Educação, o processo de aprendizagem passa pela realização de cursos e programação – como Word, Windows, Excel e PowerPoint. Outra metodologia é a informática aplicada à disciplina curricular, seja ela nas aulas de Português, Matemática ou História, entre outras.
Os estudantes podem utilizar todos os recursos tecnológicos disponíveis. A professora laboratorista explica que para as séries iniciais, de pré à quarta série são oferecidos jogos educativos e trabalhos com recursos visuais mais atrativos. Para os alunos de 5ª a 8ª série, a informática passa a utilizar arquivos de áudio e texto mais complexos, trabalhando a interdisciplinaridade.
Além dessas turmas regulares, também é atendida a classe de aceleração, com conteúdos específicos em forma digital que aumentem a curiosidade e estimule a vontade de aprender. “Em ambos os casos, o foco é compartilhar o conhecimento e interagir com a sala de aula, buscando como meta o desenvolvimento educacional” afirma Juliana.
* Luiz Pena Pinheiro