Por Murian Cesca
O modo como a juventude panambiense tem despertado profissionalmente vem demonstrando que, além dos trabalhadores já estabilizados há anos e que se doam ao máximo em prol do avanço gradativo da empresa e do município, Panambi também possui jovens que seguem esse mesmo caminho e buscam, de todas as maneiras e com grande esforço, crescer em sua profissão e consequentemente como pessoa.
Dentro desse contexto está Ricardo Guilherme Müller, 23 anos, funcionário do Centro Tecnológico do Colégio Evangélico Panambi (CEP). De agosto de 2008 a agosto de 2009, Ricardo estagiou na empresa Mastel CNC Technik, da cidade de Heilbronn, Alemanha. “A empresa, especializada na fabricação de produtos de alumínio, trabalha em áreas similares ao que é produzido no Centro Tecnológico, entrou em contato com o Colégio e ele me indicou para realizar o estágio, por eu já ter bastante experiência.”
Ricardo Müller é formado em Técnico em Mecânica pelo CEP, tendo iniciado o curso em 2001 e concluído em 2005. Nesse período, estagiou no Centro Tecnológico, e após formar-se foi efetivado. Hoje, trabalha na programação e usinagem de CNC (Comando Numérico Computadorizado), área que envolve a produção de peças. Além disso, Ricardo também está cursando o sexto semestre de Engenharia Mecânica na UNIJUÍ.
Ao longo do estágio, ele se surpreendeu com a organização da empresa e dos funcionários: “Aqui no Brasil também é assim, mas pude perceber uma grande disciplina por parte dos trabalhadores. Havia muito profissionalismo, e eu, ao me integrar a tudo isso, cresci muito como trabalhador e como ser humano”.
No período da viagem, Ricardo se hospedou na casa de uma família, e diz que foi muito bem recebido pelo povo alemão. “Talvez por saberem que eu era estrangeiro e que estava ‘sozinho’ lá, todos, não apenas da família, mas também os outros que conheci, me acolheram muito bem em meio a eles.”
O trabalho e o conhecimento adquirido foram o que Ricardo trouxe de melhor, mas ele, é claro, fez bastante turismo e aproveitou imensamente as belezas da Europa: entre outros pontos, visitou a Catedral de Ulm, estádios alemães, o museu de uma grande empresa automobilística, viu muita neve e também foi à Áustria e à Suíça. “Fiz muitas amizades e sinto que consegui entrar na comunidade do povo alemão. Essa foi uma das experiências mais gratificantes”, finaliza Ricardo.
FOTOS: TOP Revista e arquivo pessoal